Os desafios do saneamento básico em Aracajú

No dia 17 de março de 2021, quase 650 mil aracajuanos comemoraram o aniversário da capital de Sergipe. A cidade que acabou de completar 162 anos apesenta extrema importância para o turismo de Sergipe.  Apesar de ser a menos populosa das capitais nordestinas, Aracaju é uma cidade privilegiada enquanto centro urbano, econômico e cultural para o país.

Aracajú ainda enfrenta desafios que não condizem com a importância da cidade frente ao estado e a região nordestina; o saneamento básico para quem mora na capital do estado, principalmente aos serviços de esgotamento sanitário, traz algumas preocupações.

Quando falamos em abastecimento de água, a situação da capital de Sergipe ainda é satisfatória. Atualmente, de acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) ? ano base 2019, 99,67% da população do município tem abastecimento de água potável.

Já em relação as perdas de água, com 30,45%, Aracajú está abaixo da média nesse quesito. O indicador de perdas na distribuição mostra, do volume de água potável produzido, quanto não é efetivamente consumido pela população. Para termos uma noção, a perda média do país é de 38,5%, Aracajú se destaca comparado com as demais capitais do Nordeste.

Agora quando falamos em esgotamento sanitário, a situação é preocupante. Estima-se que na cidade apenas 55,19% da população da capital recebe atendimento de coleta de esgoto, e 53,07% dos esgotos de Aracajú são tratados. Esses índices revelam que é necessário maior atenção por meio da prefeitura da cidade e que há desafios na capital de Sergipe para serem enfrentados, até porque Aracajú ocupou o meio da tabela do Ranking do Saneamento Básico ? 100 Maiores Cidades, na 56ª posição. 

As vantagens da expansão da rede de esgoto são diversas: desde a valorização imobiliária, econômica e educacional até a diminuição da proliferação de doenças que coloca em risco à saúde e a qualidade de vida de toda população.

Além dessas vantagens, estão também os empregados no turismo da cidade. Somente em 2018, foram registrados na capital sergipana 17.173 pessoas empregadas na área do turismo, uma quantidade considerada grande e que é muito afetada pela falta de saneamento básico. De acordo com dados retirados do novo portal do Trata Brasil, o ?Painel Saneamento Brasil?, a diferença salarial de um aracajuano empregado no turismo com saneamento básico em residência para um com as mesmas características, mas sem saneamento é de cerca de R$ 1.120,00.

Por fim, dados também retirados do Painel Saneamento Brasil mostram que entres os anos de 2010 e 2018, somente R$ 710 milhões foram investidos nos serviços de água e esgotamento sanitário de Aracajú, valor bem abaixo do necessário para um período de 9 anos e por se tratar de umas das cidades mais importantes da região Nordeste do país.

Para saber mais dados sobre Aracaju e outras cidades, acesse o site do Instituto Trata Brasil

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