Maringá

Maringá foi um município destaque no evento do Instituto Trata Brasil, “Casos de Sucesso - Avanços em Saneamento Básico 2015”, pelo desempenho positivo na expansão de serviços de saneamento do município.

Terceira maior cidade do Paraná, Maringá há cinco anos está entre as cinco melhores cidade no Ranking de Saneamento Básico com foco nas 100 maiores cidades do Brasil, realizado pelo Instituto Trata Brasil, estando na 2ª posição da edição de 2021.

A cidade tem abastecimento de água para 99,99% da população. O tratamento do volume de esgoto é de 100%. Já a coleta de esgoto atinge 99,98% da população.

Abaixo é possível observar os indicadores de saneamento básico disponíveis no SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento

  Indicador de atendimento total de água (%) Indicador de atendimento total de esgoto (%) Indicador de Esgoto Tratado por água consumida (%)
2014 100 95,27 93,70
2015 99,98 100 96,30
2016 99,99 99,99 99,98
2017 99,99 99,98 100
2018 99,99 99,98 100
2019 99,99 99,98 100

O INSTITUTO TRATA BRASIL ENTREVISTOU A COMPANHIA ESTADUAL DE SANEAMENTO BÁSICO DO PARANÁ, SANEPAR, RESPONSÁVEL PELOS SERVIÇOS NO MUNICÍPIO. LEIA NA ÍNTEGRA:

Que esforços você destacaria como fatores mais importantes na gestão do saneamento local e que fizeram com que se chegasse a esta posição tão boa?
Na gestão do saneamento local, podemos destacar a boa e ágil capacidade de diagnósticos em relação à cobertura de esgoto em todo o município: onde é detectada qualquer deficiência do serviço de coleta e tratamento de esgoto, a Sanepar elabora processos de investimentos localizados e constantes para maximizar a cobertura em um menor tempo possível. Assim, a ampliação da rede coletora é feita em curto espaço de tempo, atendendo aos anseios da comunidade local. Outro fator importante: novos loteamentos são obrigados por força de lei a executar e entregar a rede coletora para os novos moradores, de acordo com controle de qualidade o padrão estabelecido pela Sanepar, melhorando significativamente a operação do sistema.

Quais desafios e problemas vocês enfrentaram para a melhoria do saneamento básico da cidade? Como resolveram para chegar nos indicadores atuais?
O maior desafio é a compatibilização do Plano de Desenvolvimento Urbanístico de Município, com a expansão do saneamento em todas as zonas de ocupação da cidade. A Sanepar trabalha próxima ao poder municipal e participa ativamente sobre as decisões urbanísticas nos órgãos locais. Com essa visão integrada do saneamento e desenvolvimento urbano, conseguimos gerar altos índices de cobertura, de tal forma que onde houver a necessidade de expansão urbana, já será concebida com total infraestrutura de saneamento em relação a sistemas de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto.

3 - Investimentos sem uma boa gestão não trazem resultados. E o oposto? É possível ter sucesso com pouco recurso financeiro?
Recurso por si só não significa êxito na gestão do saneamento. Na Sanepar, aprendemos que o importante é saber onde aplicar nas áreas e regiões prioritárias, como alguns índices de avaliação como IDH, regiões com potencial industrial, comercial, turístico, etc. A partir deste ponto, realiza-se uma análise e aí sim temos um estudo que nos diz qual é a real necessidade do recurso, se os investimentos realizados sobre essas premissas trarão equilíbrio entre viabilidade, técnica, financeira e social. Se isso ocorre, teremos o chamado investimento sustentável ou ótimo. Importante salientar que o saneamento com poucos recursos ou com tarifas deficitárias não é sustentável e normalmente é pouco eficaz o serviço prestado.

4 - Que conselhos vocês dariam aos gestores e empresas operadoras de outras cidades para que consigam melhorar os indicadores de saneamento?
Um dos possíveis conselhos seria capacitar as equipes locais de forma que consigam atender em um tempo menor possível as demandas da população local. Outro fator importante é ter um plano de saneamento para a localidade com prazos e recursos definidos. Também vale destacar que, além da eficiência técnica e profissional, a proximidade com o poder concedente é de extrema importância, ouvindo suas necessidades e participando ativamente da expansão da localidade.

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