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Universalização do saneamento traria R$ 65 bilhões a SP em 20 anos, diz estudo

Universalização do saneamento traria R$ 65 bilhões a SP em 20 anos, diz estudo

SindusCon
12/09/2017
 

Ganhos com geração de emprego, renda e turismo compensam e ultrapassam os gastos com investimentos no setor, afirma Instituto Trata Brasil

A universalização do saneamento básico traria ao estado de São Paulo benefícios econômicos e sociais de R$ 64,9 bilhões em 20 anos, segundo estudo do Instituto Trata Brasil divulgado na segunda-feira (11). Isso quer dizer que os ganhos com a expansão dos serviços de água e esgoto no estado são maiores que os custos para investir no setor. Os setores mais beneficiados são os de saúde, educação, turismo, emprego e imobiliário.

Considerando o custo médio para levar água e esgoto às moradias de São Paulo, o estudo estimou que serão necessários R$ 26,7 bilhões em 20 anos para a universalização – a valores presentes e a preços de 2014. E, já que esse acesso significa um aumento das despesas das famílias, os custos totais chegam a R$ 52,9 bilhões.

Quanto aos benefícios, que envolvem desde a redução dos custos com a saúde até a renda gerada pelo aumento de operação da cadeia produtiva do saneamento básico, os valores chegam a R$ 117,8 bilhões. No final, o balanço positivo é de R$ 64,9 bilhões para o estado.

Segundo o estudo, na média do período que vai de 2015 a 2035, a cada R$ 1.000 que se investirá na expansão da infraestrutura de saneamento, São Paulo obterá R$ 2.426,00 de retorno social no longo prazo.

O prazo de 20 anos estabelecido no estudo é baseado no Plano Nacional de Saneamento Básico, que foi elaborado e lançado pelo governo federal em 2014 e que propõe metas de investimento para o setor em duas décadas. Por isso, o estudo considera o período de 2015 a 2035 para fazer o balanço da universalização.

A situação do saneamento em São Paulo é melhor que a média nacional. Segundo os dados de 2015 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 95,6% da população do estado têm acesso ao serviço de abastecimento de água e 88,4% estão ligados ao sistema de coleta de esgoto. Já considerando todo o país, os índices são de 83,3% e 50,3%, respectivamente.

Em 10 anos, São Paulo agregou mais 7,7 milhões de cidadãos ao serviço de abastecimento de água e mais de 9,6 milhões ao sistema de esgoto. É com base nestes números e no que eles representaram para o estado em questão de custos e ganhos que o instituto fez uma estimativa de como as próximas décadas podem ser caso o estado atinja a universalização.

Segundo os números mais recentes, apenas 61% do esgoto do estado é tratado. Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) ainda apontam que 31,8% da água tratada em 2016 foi desperdiçada.

Para acesso ao estudo completo, clique aqui.

Com informações do G1.

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