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Saneamento Básico: Macapá é a 3º pior cidade do Brasil Destaque

Saneamento Básico: Macapá é a 3º pior cidade do Brasil Destaque

Jornal do Dia - Notícias
27/01/2017
 

Um ranking das condições de saneamento básico entre as 100 maiores cidades brasileiras coloca Macapá entre as três piores do país no quesito. A capital do Amapá ocupa a 98º posição.

Um estudo produzido pelo Instituto Trata Brasil, divulgado na ultima quarta-feira (25) mostrou a vulnerabilidade da cidade de Macapá. O estudo analisou as condições de saneamento básico das 100 maiores cidades brasileiras. A capital do Amapá sempre ocupa os últimos lugares nas pesquisas sobre saneamento básico feitas no país, dessa vez esteve colocada entre as três piores do Brasil, estando em 98º lugar.

Os estudos são realizados desde 2009, com base nos dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS). Segundo o Instituto, “Os números são informados pelas próprias empresas operadoras de água e esgotos dos municípios brasileiros ao Governo Federal, portanto, são números oficiais das próprias cidades”.

De acordo com o ranking, a cidade de Macapá foi um dos municípios que declararam que apenas 5,54% da população possui acesso aos serviços de coleta de esgotos, sendo assim a 3º pior cidade em saneamento do pais ficando à frente apenas dos municípios de Ananindeua (PA) que ocupou a 100º lugar e Porto Velho (RO) em 99º lugar. Nesses municípios, todos os indicadores são ruins, tanto na questão da coleta e tratamento de esgotos, quanto nas perdas de água.

Já os melhores municípios em saneamento são as cidades de França (SP) com 100% de saneamento ocupando o 1º lugar seguido da cidade de Londrina (PR) com 97,58% de saneamento e a 3º posição e ocupada por Uberlândia com 97,23%.

Os numero apresentados pelo Instituto revelam que uma média de 35 milhões de brasileiros em todo o país não possuem acesso à água tratada e a metade da população não recebe o serviço de coleta de esgoto em suas residências. E apenas 40% dos esgotos gerados no Brasil passam por um tratamento adequado.

Também pode ser percebida uma grande lentidão nos avanços do setor e o baixo grau de investimento. O que torna cada vez mais difícil a meta da universalização dos serviços, que esta previsto para o ano de 2033 no Plano Nacional de Saneamento Básico.

Segundo o Instituto Trata Brasil, as 20 melhores cidades do estudo investiram juntas só no ano de 2014, o valor de R$ 827 milhões e arrecadaram R$ 3,8 bilhões com os serviços. Já a média de investimento dos últimos cinco anos (2010 a 2014) foi de R$ 188,24 milhões (R$ 71,47 por habitante/ano).

Sendo que os 20 piores municípios do Ranking investiram juntos, em 2014, o valor de R$ 482 milhões e arrecadaram R$ 1,9 bilhão com os serviços. Já se considerarmos a média dos últimos 5 anos, a média de investimentos foi de R$ 96,46 milhões (R$ 28,20 por habitante/ano).

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