A importância da universalização do Saneamento Básico para a preservação de nossas águas

Embaixador do Trata Brasil, Lars Grael acredita na importância do esporte como ferramenta na busca pela universalização do saneamento; na última edição das Olimpíadas realizadas em Tóquio, o Brasil conquistou quatro medalhas olímpicas em esportes nos mares

No Brasil, diariamente, mares, rios e lagos sofrem com o despejo irregular de esgoto. Dados do SNIS 2019 apontam que 45,9% da população não possui coleta de esgoto, ou seja, quase 100 milhões de brasileiros não têm acesso a este serviço.

No “Falando em Saneamento”, podcast lançado pelo Instituto Trata Brasil, que abordam diversos assuntos relacionados ao saneamento básico, em um dos episódios lançados neste ano de 2021, conversamos com o velejador medalhista olímpico pelo Brasil, Lars Grael, que também é um grande defensor ambiental sobretudo do saneamento básico, sendo um dos embaixadores do Trata Brasil.

Durante a conversa, Lars comenta que o esporte é um dos motivos pelo qual ele começou a defender a causa ambiental, alegando que por ser um navegador e velejador acabou criando uma intimidade com ambiente e assim virando um fiscal da natureza. Sendo assim, enquanto ele velejava seja na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, ou navegando em rios, lagos e represas pelo mundo, Lars conta que passou a avaliar qualquer tipo de anomalia nos corpos hídricos, como por exemplo, o derramamento de óleo, vazamentos, boca de esgoto e lixos flutuantes.

O velejador acredita que o esporte tem um papel social importante a cumprir, primeiro no processo educacional, ele entende que para uma educação de qualidade é necessário a valorização da educação física e da prática esportiva. Analisando a falta do saneamento básico como o maior vetor de proliferação de doenças no país, Lars reforça que as políticas públicas de saúde preventiva deveriam integrar a qualidade de nutrição, estímulo à atividade física e melhorar os níveis de saneamento básico no país.

Na recente Olimpíadas de Tóquio, o Brasil alcançou seu melhor resultado na história dos Jogos Olímpicos com 21 medalhas conquistadas, sete foram de ouro, seis de prata e oito de bronze. Dentre essas sete medalhas de ouro, quatro foram conquistadas em esportes realizados no mar: os medalhistas olímpicos responsáveis por este feito foram Ítalo Ferreira no surfe; Martine Grael e Kahena Kunze na vela; Ana Marcela Cunha na maratona aquática; e Isaquias Queiroz na canoagem.

Lars Grael, que já integrou no COB (Comitê Olímpico Brasileiro), acredita que tanto o COB como outras confederações precisam dar valor a causa do saneamento, seguindo por exemplo o esforço do Instituto Trata Brasil em defender o setor e de lutar por marcos regulatórios, atuando no Congresso Nacional na mudança das políticas públicas e de toda legislação.

Investir e lutar pela universalização do saneamento básico é buscar evitar a proliferação de doenças de veiculações hídricas, fornecendo saúde para população e além de possibilitar que mais jovens atletas tenham a oportunidade em representar o Brasil em Jogos Olímpicos por meio de esportes nos mares.

“A preservação dos corpos hídricos, seja evitando o despejo ou gasto da água de forma inútil, até mesmo por meio de uma atitude ecológica, é essencial para que assim nós possamos defender os mananciais e defender cada rio. A água é o futuro da humanidade e nós temos que defender esse recurso”, finaliza Lars Grael.

*Fonte: Agência Pública/ EcoDebate*

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