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Participação cidadã no saneamento

Participação cidadã no saneamento

A Notícia - OPINIÃO -
17/10/2017
 

Faz parte da natureza do ser humano cobrar do poder público rigoroso cumprimento de obrigações, maior eficiência na gestão dos parcos recursos, acerto na escolha das prioridades e perfeição na representação da sociedade. Exigimos atendimento melhor na saúde, estradas em boas condições, escolas que preparem de forma adequada nossas crianças e outras atribuições que constitucionalmente são obrigatórias ao Estado a partir de recolhimento de impostos.

A essas cobranças, no entanto, é preciso acrescentar um olhar mais cidadão e até de empatia como participantes ativos da sociedade. É necessário nos perguntarmos o que fazemos para melhorar o bem-estar coletivo, qual nossa participação social e se assumimos as responsabilidades que nos tocam. Estas perguntas se tornam ainda mais urgentes à medida em que reportagem publicada nesta edição revela que uma parte da sociedade demonstra não ter a compreensão da importância do tratamento de esgoto não apenas para a melhoria dos índices estaduais de saneamento, mas principalmente para contribuirmos para elevar a qualidade de vida e as condições de saúde do Estado em que vivemos.

É mais do que hora de acordar para esta gritante realidade. Cobrar esgoto é importante, mas ainda mais fundamental é fazer a ligação da sua residência à rede. Caso contrário, continuaremos a conviver com a triste realidade em que uma aparente simples diarreia responde pela metade das doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado e a mais da metade dos gastos com enfermidades desta natureza no SUS, segundo o Instituto Trata Brasil.

A falta dessas ligações, que são obrigatórias aos cidadãos, evidencia que parte da população ainda não entendeu a importância de fazer a parte dela. Reclamamos intensamente quando não há água de qualidade ou quando a praia está poluída, mas não olhamos com o mesmo rigor o que podemos fazer para mudar este cenário. Uma coisa é ter a rede de esgotamento sanitário no bairro, outra coisa é ligar as residências à rede. A primeira parte é função da concessionária, do poder público. Mas a segunda é do cidadão. Há um custo que sai do orçamento familiar e que demanda tempo na agenda pessoal. Mas é absolutamente imprescindível para melhorar a qualidade de vida da sociedade.

 

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