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Níveis de mananciais que abastecem cidades no Centro-Oeste de MG estão abaixo da média

Níveis de mananciais que abastecem cidades no Centro-Oeste de MG estão abaixo da média

G1 - Centro-Oeste - MG
20/08/2017
 

Em Formiga, Saee optou por racionamento progressivo. Oliveira e Divinópolis não descartam medida futuramente.

Os níveis dos mananciais de onde é captada água para o abastecimento em Divinópolis, Oliveira e Formiga estão baixos e os órgãos de controle não descartam possibilidade de revezamento na distribuição. Em Formiga, a situação é critica desde a semana passada.

Climatologistas disseram que o baixo nível dos rios é normal para a época do ano, mas a Companhia deSaneamento de Minas Gerais (Copasa) e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) orientam que a população economize.

Em 2017 não houve nenhum tipo de racionamento ou rodízio no abastecimento por causa da baixa vazão da captação em Divinópolis e em Oliveira. Nesta última, por exemplo, o Saae reforçou que tem acompanhado uma vazão satisfatória para abastecimento da cidade, com cerca de 40 mil habitantes.

No Município, a água é captada de três mananciais - o Ribeirão Pontilhão de Areia, o Rio Jacaré e o Córrego dos Bois. Com as captações, Oliveira tem registrado uma vazão aproximada de 110 litros por segundo. Entre 2014 e 2015, quando a situação chegou a nível crítico, a vazão não chegou a 20 litros por segundo.

'No período de seca a gente percebe que aumenta muito o consumo e há um desperdício exagerado. Isso é claro, preocupa, porque os nossos rios apresentam queda de vazão, mesmo sabendo que estamos em período de estiagem. Por isso é tão importante a economia neste momento', destacou o Saae em nota.

Além dos três pontos de captação, em Oliveira há ainda dois poços artesianos em funcionamento diário. Eles ficam nas regiões conhecidas como Capão e Vila Bela e rendem, em média, quatro litros por segundo.

Em Divinópolis, o Rio Itapecerica é responsável pelo abastecimento de cerca de 80% de toda a população. A Copasa apontou que, em julho de 2016, o volume médio tratado de água na estação de tratamento (ETA) do local foi 529,1 litros por segundo. Já em julho de 2017, o volume médio tratado foi da ordem de 534,6 litros por segundo.

A outra fonte de captação de água de Divinópolis é o Rio Pará, que está na mesma situação. O nível de água tem baixado constantemente e já comprometeu a geração de energia elétrica.

O reservatório de Carmo do Cajuru, segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), está com 30% da capacidade de armazenamento. A quantidade é insuficiente para ligar as geradoras e atualmente o volume liberado de água, cerca de 4,4 metros cúbicos por segundo, é usado apenas para manter a vazão do rio.

A situação só deve melhorar quando chover, mas a meteorologia não prevê mudanças no clima para as próximas semanas. Segundo o observador climatológico José Caputo ' Esse é o resultado da influência de uma massa de ar seco que predomina em várias regiões de Minas inclusive no Centro-Oeste mineiro. A massa de ar que impede a formação das nuvens. E se não tem nuvem. Não tem chuva', destacou.

A Copasa também não descarta a possibilidade de adotar rodízio, situação que depende exclusivamente do uso racional da água.

Em Formiga a situação se agravou nos últimos dias e, ao contrário dos municípios citados anteriormente, a cidade iniciou o racionamento progressivo do abastecimento. A iniciativa foi tomada pelo fato de a captação de água estar 30% abaixo do ideal para abastecer toda a cidade, por causa do longo período de estiagem na região, que culminou na queda do nível do Rio Formiga.

O diretor do Saae solicita que a população colabore, economizando ao máximo a água tratada. 'Apesar de a água ser um recurso renovável, constantemente, nos deparamos com a falta dela. Infelizmente, não temos como produzir água, o Saae não fabricar água. O Saae capta água no rio, trata e distribui para a cidade. Então, se tem pouca água para captarmos, teremos pouca água para tratar e distribuir. Por isso, é importante que cada cidadão valorize a água que tem em sua caixa e não desperdice', ressaltou.

A autarquia, como medida complementar, está licitando a perfuração de novos poços artesianos, mas é importante destacar que, neste primeiro momento, a principal medida de prevenção é a economia.

'Na cidade, as pessoas devem evitar desperdícios como encher piscina, lavar carros, calçadas, ruas e deixar torneiras abertas desnecessariamente. É recomendável ainda ficar atento a possíveis vazamentos de válvulas de banheiro, canos e caixa d'água. Também estamos procurando alternativa para que os agricultores que possuem produção acima da barragem de captação do Saae diminuam a retirada de água do Rio Formiga, que é utilizada para irrigação das lavouras', cocluiu o diretor.

 

 

 



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