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Metade da água residencial não tem destinação correta

Metade da água residencial não tem destinação correta

Diário do Nordeste
22/08/2017
 

Mais da metade da água que chega às residências de Fortaleza não têm o destino correto, isto é, 50,96% não têm atendimento total de esgoto. É o que aponta o novo Ranking do Saneamento Básico 2017 das 100 maiores cidades brasileiras, produzido pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados, divulgado nesta segunda-feira (21).

Na lista das 100 cidades, Fortaleza aparece na 70ª posição, uma abaixo em relação ao ranking 2016. Quando comparada às demais capitais brasileiras, a cidade cearense ocupa o 16º lugar, já no comparativo com as capitais nordestina, ocupa a 4ª posição. As informações compiladas pelo estudo são baseadas no levantamento do Ministério das Cidades e possuem dois anos de defasagem. Os dados utilizados no documento atual são referentes ao ano de 2015.

De acordo com Gesner Oliveira, sócio da GO Associados, !é preocupante o fato de que 13 das 27 capitais atendam menos da metade da população com coleta de esgoto'. O levantamento do Instituto Trata Brasilaponta ainda que Fortaleza investe apenas 26,74% do valor arrecadado no sistema de saneamento básico. O índice é menor que o último levantamento, que refere-se a 2014, quando a Capital investiu 30,29% da arrecadação.

Quanto ao atendimento total de água, ou seja, à taxa da população atendida pelo abastecimento até o ano de 2015 (Ranking do Saneamento Básico 2017), era de 84,30%, o que representa mais de 2,1 milhões de pessoas com água em casa.

No comparativo geral, as cidades de Caucaia e Juazeiro do Norte aparecem com dados alarmantes. A primeira tinha, em 2015, o 6º pior índice, com apenas 68,08% da população com água tratada. Considerando que a cidade da Região Metropolitana de Fortaleza tem mais de 110 mil sem água boa para beber. Já o município do Cariri tinha, naquele ano, apenas 21,99% dos moradores com rede de esgoto. O que fez com que Juazeiro listasse entre as 10 piores cidades.

De acordo com a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), responsável pelo saneamento nas cidades citadas, a cobertura nos 151 municípios atendidos pela Companhia no Estado é de 98,23% para água e 40,78% para esgoto. Em Fortaleza, este índice é de 98,65% para abastecimento de água e 58,9% para esgotamento sanitário, afirmou o órgão em nota.

Especificamente em Juazeiro do Norte, atualmente, a cobertura é de 99,07% para água e 36,16% para esgoto, diz a Cagece. Em Caucaia, esse percentual é de 97,12% para água e 46,40% para esgoto.

'Quando se trata de ampliação dos serviços, um dos maiores desafios encontrados pela maioria das companhias de saneamento do País é superar a pouca disponibilidade de recursos para captação pelos órgãos financiadores. Mesmo assim, a companhia ratifica que tem realizado ações com meta na universalização dos serviços de água e esgoto nos municípios atendidos pela Companhia', informou a empresa.

Investimentos

Até 2019, a Companhia pretende investir cerca de R$ 480 milhões em obras de melhoria e expansão em todo o Ceará. Hoje, recursos na ordem de R$ 410 milhões estão em fase de captação pela Cagece para novos investimentos.

Desse total, R$ 150 milhões deverão ser captados pelo Banco do Nordeste e outros R$ 260 por meio do Banco Mundial, em parceria com o Governo do Ceará.

Quando não há rede de esgotamento disponível, os moradores são responsáveis pelo descarte adequado do esgoto gerado. A fiscalização desse descarte é de responsabilidade dos órgãos ambientais.

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