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Evento internacional Cities gerará conhecimentos, conexões, oportunidades

Evento internacional Cities gerará conhecimentos, conexões, oportunidades

V9 Vitoriosa Online -
09/08/2017
 

Uberlândia dá, nesta quarta (9) e quinta-feira (10), mais um passo para consolidar o seu processo de internacionalização – um dos projetos de desenvolvimento local prioritários para a Prefeitura neste ano. Trata-se da realização do primeiro Congresso Internacional de Tecnologia, Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade (Cities) na cidade. Promovido por diversas entidades e empresas locais, o evento, programado para ocorrer no bairro Granja Marileusa, contará com atividades simultâneas. São palestras, consultorias, capacitações, mostras de projetos e soluções inovadoras expostas por profissionais estrangeiros e do Brasil.

O Cities tem por objetivo gerar inspirações, conhecimentos, conexões, networking e oportunidades para empresas, especialistas, governo, empreendedores, acadêmicos, pesquisadores, investidores e instituições. A previsão é que cerca de quatro mil pessoas participem das atividades. A programação e as inscrições podem ser realizadas pelo site www.citiesbrasil.com. As novidades do evento podem ser acompanhadas pelo perfil www.facebook.com/citiesbrasil.

Uberlândia internacional

Com uma economia diversificada que resulta no segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais (R$ 28,34 bilhões), Uberlândia já tem adotado medidas para consolidar um processo de internacionalização desde o início deste ano. A primeira medida concreta para tornar realidade a vocação da cidade em ser global foi conquistada no mesmo de maio, quando o município foi alçado à vice-presidência da região Sudeste do Fórum Nacional de Secretários e Gestores Municipais de Relações Internacionais (Fonari), posto anteriormente ocupado pelo Rio de Janeiro.

Ao participar de forma ativa no Fonari, que reúne 25 cidades brasileiras e é responsável pela promoção do intercâmbio de experiências no Brasil e no mundo, a cidade passa a conhecer diretamente as oportunidades de cooperação internacional. Isso pelo fato do Fórum atuar em conjunto com outras redes internacionais, como câmaras de comércios e embaixadas, por exemplo. Ou seja, a participação possibilitará encontros de negócios e investimentos com outras cidades e países.

Por meio desta inserção em uma entidade de peso, a cidade agora busca, na prática, outras ferramentas para consolidar a internacionalização almejada, sobretudo, focando de imediato no aumento das exportações da cidade. Dados de 2016 do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que Uberlândia já tem uma aptidão natural para exportar commodities. No ano passado, a cidade gerou U$ 400 milhões de negócios de exportações ao vender para fora produtos como soja, milho, carnes, miudezas, resinas residuais, dentre outros. Os principais destinos foram China (35,8%), Vietnã (13,5%), Tailândia (7,1%), Estados Unidos (6,2%) e Alemanha (4,5%).

“Temos condições de incrementar e aumentar bem a base de produtos exportados pela cidade sem deixar de atender os pilares que já sustentam nossa exportação”, disse o secretario de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, Dilson Dalpiaz. Segundo ele, a pasta já começou a identificar indústrias locais de ramos diversos que já poderiam, de forma imediata, negociar no estrangeiro em uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Estruturação e fortalecimento para o mercado

Os primeiros passos para a internacionalização de Uberlândia foram dados graças à estruturação promovida na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo ainda no início de 2017. São mudanças realizadas no conceito da pasta que foram elaborados por determinação da nova gestão municipal, sob o comando do prefeito Odelmo Leão, dentro do programa ‘Gestão Total’ – idealizado para recuperar a credibilidade do Executivo perante a população e melhorar a eficiência do poder público.

Estrategicamente, pela estruturação, aprovada mediante projeto de lei, a secretaria passou a contar com uma Diretoria de Promoção de Investimentos composta por um Núcleo de Novos Negócios e Assuntos Internacionais. Um núcleo que tem entre suas funções ampliar a visibilidade do potencial econômico do município e, a partir disto, estabelecer relações internacionais com vistas a estreitar laços e iniciativas de recíproca cooperação econômica, tecnológica e turística.

Atração de investimentos

Paralelamente à diversificação da exportação, o município também foca nas ações necessárias para fomentar o fortalecimento da infraestrutura da cidade. Isso com intuito de que esta característica seja reconhecida como um diferencial na hora de se prospectar a atração de investimentos estrangeiros sustentáveis e de qualidade. No mês de março deste ano, por exemplo, uma comitiva da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi) esteve na cidade para discutir e iniciar uma agenda conjunta de trabalhos de captação.

Na ocasião, o diretor e vice-presidente da Indi, Ricardo Ruiz, explicou que a cidade é prioritária para as atividades da agência, sendo destaque também no processo de interiorização da indústria em Minas Gerais. “Quando se trata de linhas de produções industriais de alta complexidade, a cidade reúne os requisitos necessários para a atração destes investidores”, disse à época.

Destacam-se na questão da infraestrutura local a localização geográfica central (com a passagem pelo trecho urbano das BRs 050,365 e 452), a disponibilidade de energia elétrica (12 hidrelétricas só na bacia do rio Paranaíba), áreas municipais disponíveis para atividades de serviço e industriais, e a excelência dos serviços essenciais fornecidos pelo município, como água tratada e esgoto.

Para se ter ideia, neste último quesito, Uberlândia é considerada a segunda do Brasil com o melhor tratamento de água e esgoto dentre as 100 maiores cidades do país, de acordo com estudo do Instituto Trata Brasildivulgado em fevereiro deste ano. No município, 100% das casas contam com água tratada e 97,23% com rede de esgoto. A cidade se mantem entre as 10 melhores posições no ranking nacional desta mesma pesquisa desde 2005.

Economia e mão de obra diversificadas

Quando se fala de requisitos necessários para atração de investimentos, os resultados alcançados por Uberlândia em censos e pesquisas comprovam a existência de uma cidade que tem a economia desenvolvida e diversificada. Dos R$ 28,3 bilhões de Produto Interno Bruto (PIB) alcançados pela cidade, segundo medição de 2014 da Fundação João Pinheiro com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), R$ 15 bilhões (53% do total) foram alcançados somente pelo setor de serviços, sendo a área que mais contribui economicamente. O restante é majoritariamente referente aos trabalhos do setor de agropecuária e industrial.

Tais dados apontam que a cidade, desta forma, tem mão de obra qualificada para atuar em uma gama de setores da atividade econômica. Algo que é fruto do potencial universitário local, uma vez que o município conta com mais de 20 instituições de ensino superior, incluindo uma federal – a Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

A capacidade de consumo da população local também é significativa. Em maio deste ano, o IPC Maps apontou que Uberlândia segue como a segunda melhor colocada em Minas Gerais pelo ranking de potencial de consumo. Além disso, a maior cidade do Triângulo Mineiro está melhor avaliada que 12 capitais federais. O estudo da IPC Marketing Editora é o único que apresenta em números absolutos o detalhamento do potencial de consumo em 22 categorias de produtos em todos os municípios do Brasil.

Casos de sucesso

A economia diversificada de Uberlândia pode ser considerada o seu maior trunfo no quesito de prover condições para a expansão dos produtos exportados. Na segunda maior cidade de Minas, é possível encontrar empreendedores de todos os portes prontos para negociar com o exterior. O caso do empresário Everton Opata é um exemplo típico que o município tem espaço para todos os tipos de negócios. No ano passado, ele tornou-se sócio da Bem Acompanhado Alimentos, que produz geleias artesanais. Em um ano de trabalho, conseguiu ampliar a distribuição local da empresa para vários estados brasileiros, saindo de uma produção mensal de 800 potes para 5 mil potes de geleias ao mês.

No entanto, foi no início deste ano que Opata realizou que já tinha condições de competir internacionalmente. Com a ajuda da Prefeitura de Uberlândia e outras entidades públicas de investimento, ele foi o único representante do Triângulo Mineiro a participar de uma missão mineira que foi a China tentar fechar negócios no mês de maio. “Participei de duas feiras lá, dentre elas, a Sial, maior feira de alimentos do mundo. Distribuidores tiveram interesse e já estou no processo de cadastramento. Tudo está caminhando para que eu possa atender o mercado chinês em curto prazo. Para isso, posso ter que elevar a minha produção para até 28 mil potes mensais inicialmente”, disse.

Outra prova de tamanha diversidade é que Uberlândia conta com o que é considerado como a primeira empresa brasileira a exportar tecnologia: a Zup. Criada em 2011 pelos sócios Flavio Zago, Bruno Pierobon, Gustavo Debs e Felipe Almeida, a startup surgiu com a proposta de facilitar a integração de sistemas corporativos e ajudar grandes empresas tradicionais a entrarem no mundo digital em tempo recorde e reduzindo gastos com TI (Tecnologia da Informação). Com escritórios também em São Paulo, Ribeirão Preto (SP) e São José do Rio Preto (SP), grandes companhias multinacionais logo se tornaram clientes, como o Banco Santander e a Vivo (Grupo Telefónica). “Recentemente, inauguramos nosso novo escritório em Lisboa (Portugal), para continuar nossa expansão pela Europa”, disse o co-fundador Flávio Zago.

Primeiros resultados

O projeto de internacionalização de Uberlândia, no que se refere a atração de investimentos, começou a dar frutos já em fevereiro deste ano. Na ocasião, a Prefeitura de Uberlândia e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Regional Vale do Paranaíba assinaram um protocolo de intenções com a empresa alemã ME-LE Energietechnik, que pretende instalar uma indústria de energia elétrica renovável na cidade. Prevista para ser construída no prazo de 2 anos e gerar ao menos 1 mil empregos diretos e indiretos, a unidade será a primeira da empresa fora da Alemanha.

A planta da indústria prevê um investimento de até R$ 30 milhões. Assim que construída e inaugurada, a fábrica deverá ter por finalidade utilizar lixo comercial, residencial e industrial de toda a região na geração de energia elétrica. A expectativa é poder gerar energia para uma cidade de até 60 mil habitantes.

Raio-x – Uberlândia Internacional




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