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Somente melhorias na gestão e mais investimentos farão com que o saneamento do país cresça, em especial na situação das perdas de água. Em todos processos de abastecimento de água que utilizam de redes de distribuição ocorrem perdas de água. As perdas podem ser chamadas de reais ou aparentes, as chamadas perdas reais são as associadas aos vazamentos, já as perdas aparentes são a falta de hidrômetros, erros de mediação, ligações clandestinas e ao roubo de água (gato).

Este indicador mostra o quanto de água é distribuído e futuramente arrecadado, no caso, quanto maior a porcentagem de perda, menos recursos financeiros são arrecadados pela operadora.

Para exemplificar melhor o problema que o país vive com as perdas, dados retirados do SNIS (Sistema Nacional de Indicadores sobre Saneamento) apontam que em 2018, o Brasil perde 38,45% de volume de água na distribuição. Ou seja, para cada 100 litros de água produzida no Brasil, 38 são perdidos diariamente. A menor média nas perdas de distribuição total no país foi de 36,7% nos anos de 2014 e 2015. Em 2010, no ano mais elevado, a média chegou a 39%. Tais dados mostram que mesmo com o passar dos anos, não há melhora no indicador. Quando falamos de perdas no faturamento, o índice no ano de 2018 foi de 37,06%, sendo que desde 2010 esse índice variou no máximo 2 pontos percentuais entre os anos.

Um estudo produzido em 2019 pelo Instituto Trata Brasil “Perdas de água – Desafios para Disponibilidade Hídrica e Avanço da Eficiência do Saneamento Básico” mostrou que as perdas de água potável nos sistemas de distribuição acarretaram prejuízos de mais de R$ 11 bilhões / ano.

Os impactos derivados das perdas de água afetam principalmente a receitas dos prestadores de serviços (água e esgoto) no país. Entre as 27 Unidades da Federação, Roraima é o pior estado quando falamos em perdas na distribuição, só em 2018 foram 73,44%. Já o estado de Goiás fica com o melhor índice, perdendo 30,23%. No quesito perdas no faturamento, o Distrito Federal aparece como o melhor, registrando índice de 21,19%. Já Roraima é a pior novamente, com 75,33% de perdas no faturamento.

Tal cenário é importante pois nos mostra o tamanho do problema e como precisamos de maiores investimentos no setor. Os benefícios com a redução das perdas são diversos, desde o aumento da receita e diminuição de custos até a diminuição dos casos de doenças contraídas a partir da água contaminada por meio de roubos e ligações clandestinas.

Para concluir, altos índices de perda de água causam impactos negativos sociais e econômicos, reduzindo o acesso a água no país. Por isso, é necessário investimento para atingir indicadores mais eficientes, além de tomada de atitudes para a melhoria da gestão no setor, ampliando assim a infraestrutura do país e dando uma melhor qualidade de vida para a população.

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O impacto das perdas de água

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