Por Fabrício Moura

Em 25 de janeiro, uma das maiores capitais do mundo completou 466 anos. Considerada a cidade mais populosa da América Latina e entre as dez maiores do mundo, com aproximadamente 12 milhões de pessoas, São Paulo é o principal centro econômico do país, a cidade das diversidades, da cultura e acima de tudo das oportunidades.

Dentre as principais consequências positivas de ser umas das maiores e mais importantes cidades do país e do mundo, é a atenção e os investimentos que a capital paulista acaba recebendo. Uma cidade tão importante necessita de serviços básicos e qualidade de vida para seus habitantes e o principal sinônimo disso é o saneamento básico.

Após mais de quatro séculos de vida, e mesmo enfrentando diversos desafios, o saneamento básico na capital paulista é destaque, embora tenha que avançar muito para que os serviços cheguem a todos.

Atualmente, de acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2018 , 99,3% da população do município apresenta abastecimento de água potável, sendo considerada a 16ª melhor cidade em saneamento básico entre as 100 maiores do país, de acordo com o novo “Ranking do Saneamento nas 100 Maiores Cidades” publicado pelo Instituto Trata Brasil em 2019, em parceria com a GO Associados.

Com 35,4% de perdas de água, São Paulo está abaixo da média nacional nesse quesito, mas ainda é alto e precisa melhorar. O indicador de perdas na distribuição mostra, do volume de água potável produzido, quanto não é efetivamente consumido pela população. Para termos uma noção, a perda média entre as 100 cidades é de 43,14 % e a do país é de 38,3%.

Quando falamos em esgotamento sanitário, os números são controversos, porém positivos. Estima-se que na cidade 96,3% da população da capital paulista recebe atendimento de coleta de esgoto, entretanto, apenas 64,66% dos esgotos de São Paulo são tratados. Número bem abaixo e preocupante por se tratar da cidade mais importante do país.

Uma vez que cerca de 35% dos esgotos não são tratados, a chance de os mesmos serem descartados de forma incorreta na natureza é muito grande, podendo gerar graves consequências para a população. Esses índices revelam que ainda há alguns desafios na cidade para serem enfrentados. As vantagens da expansão da rede de esgoto são diversas: desde a valorização imobiliária, econômica e educacional até a diminuição da proliferação de doenças que coloca em risco à saúde e a qualidade de vida de toda população, especialmente das crianças, que estão entre as principais vítimas na faixa etária entre 0 e 4 anos com maior probabilidade de morrerem por doenças relacionadas a falta de acesso a esgoto coletado e tratado de forma adequada.

Dados retirados do novo portal do Instituto Trata Brasil, o “Painel Saneamento Brasil”, mostram que só no ano de 2017, 4.000 internações foram registradas na cidade por consequência da falta de tratamento dos esgotos. Dessas 4.000, 1.708, foram de crianças até 4 anos.

Entretanto, vale destacar os grandes avanços feitos pela capital paulista no setor. Dentre as capitais brasileiras, São Paulo está atrás somente de Curitiba (12°) quando falamos em saneamento básico, segundo o Ranking do Saneamento de 2019.

Além disso, dados retirados também do “Painel Saneamento Brasil”, mostram que entres os anos de 2010 e 2017, cerca de R$ 14 bilhões foram investidos nos serviços de água e esgotamento sanitário de São Paulo, sendo responsável por representar uma boa parte dos investimentos de saneamento básico no Brasil.

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Comemorando 466 anos, São Paulo continua em busca da universalização do saneamento

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