Foto: Silva Junior/MTUR

Dia 2 de outubro foi o dia dos mais de 500 mil porto-velhenses comemorarem o aniversário da capital de Rondônia. A cidade que acabou de completar 105 anos recebeu esse nome por causa da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) e é o município mais populoso de Rondônia e o quarto mais populoso da Região Norte, atrás apenas de Manaus (AM), Belém (PA) e Ananindeua (PA).

Entretanto, não há tantos motivos para os porto-velhenses comemoraram, pelo menos não no quesito ambiental, mais específico em relação ao saneamento básico. Porto Velho ainda enfrenta desafios que não condizem com a importância da cidade frente ao estado e a região; o saneamento básico para os porto-velhenses, principalmente aos serviços de esgotamento sanitário, traz reflexões importantes.

Atualmente, de acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2017 , apenas 31,8% da população do município apresenta abastecimento de água potável, sendo considerada a pior cidade neste indicador entre as 100 maiores do país, de acordo com o novo “Ranking do Saneamento nas 100 Maiores Cidades” publicado pelo Instituto Trata Brasil em 2019, em parceria com a GO Associados.

Com 77,1% de perdas de água, Porto Velho está também na última posição do Ranking nesse quesito. O indicador de perdas na distribuição mostra, do volume de água potável produzido, quanto não é efetivamente consumido pela população. Para termos uma noção, a perda média entre as 100 cidades é de 43,14 % e a do país é de 38,3%.

Quando falamos em esgotamento sanitário, a situação mais é mais preocupante. Estima-se que na cidade apenas 4,6% da população da capital recebe atendimento de coleta de esgoto, e 2,6% dos esgotos de Porto Velho são tratados. Esses índices revelam que ainda há desafios enormes na cidade para serem enfrentados, até porque Porto Velho ocupou a última posição do Ranking. As vantagens da expansão da rede de esgoto são diversas: desde a valorização imobiliária, econômica e educacional até a diminuição da proliferação de doenças que coloca em risco à saúde e a qualidade de vida de toda população.

Por fim, dados retirados do novo portal do Trata Brasil, o “Painel Saneamento Brasil”, mostram que entres os anos de 2010 e 2017 R$ 180 milhões foram investidos nos serviços de água e esgotamento sanitário de Porto Velho, valor abaixo do necessário para um período de 8 anos e por se tratar de umas das cidades mais importantes da região Norte do país.

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Comemorando 105 anos, Porto Velho continua sem saneamento básico

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