Imagem de mnpereira por Pixabay

Ter água tratada, coleta e tratamento de esgoto proporcionam diversos benefícios para a população. No entanto, diversas regiões do Brasil não recebem tais atendimentos e, quando apresentam, os serviços são normalmente bastante precários, como é o caso da região Centro-Oeste, que ainda apresenta déficits em relação ao acesso aos serviços.

Enquanto o acesso à rede de água na região Centro-Oeste chega a 90,1% da população, os serviços de esgoto, em contrapartida, apresentam uma situação bem diferente. Cerca de 53,9% da população tem o esgoto coletado e volume de esgoto tratado da região está perto de 48,6%. As perdas de água ocasionadas por furtos, vazamentos ou “gatos” chegam a 34,1%, de acordo com Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS -, 2017.

Entre os principais setores, o mais afetado é a saúde por consequência das doenças por veiculação hídrica que atingem direta e indiretamente a população.  Em 2010, a incidência de casos por doenças associadas à falta de saneamento na região foi de 44,27 para cada 10 mil habitantes.  Esse índice reduziu bastante com o passar dos anos, entretanto, o número continua sendo alto. No Centro-Oeste, em 2017 essa incidência de internações por doenças de veiculação hídrica foi de 11,87 internações por 10 mil habitantes, quatro vezes menos se compararmos há 8 anos atrás.

Dentre as doenças relacionadas a falta de saneamento básico, a diarreia é a doença com a maior quantidade de internações. Só no ano de 2017 foram registrados 14.463 casos, mais que o triplo que o número de casos de dengue, que é a segunda doença com mais internações na região, 4.286 casos. Vale ressaltar, que o número de casos de dengue também é muito alto, o Centro-Oeste é a segunda região com mais casos de dengue, perdendo somente para o Nordeste. Em contrapartida, houve uma diminuição de cerca de 43 mil casos de 2010 até 2017, mas ainda há muito o que melhorar.

Em 2010, foram registrados quase R$ 21 milhões só com internações por doenças associadas à falta de saneamento no Centro-Oeste. Nos dados mais recentes, podemos ver uma redução significativa, apresentando cerca de R$ 7 milhões em despesas em 2017. Mesmo com a grande melhora, esses gastos poderiam ser ainda menores se houvesse investimento no setor.

Mesmo com o saneamento na região Centro-Oeste ainda distante do ideal, os investimentos realizados nos últimos anos, que giram em torno de em média 1 bilhão de reais ao ano, garantiram algumas consequências positivas, dentre elas, a geração de empregos nos investimentos e operações dos serviços de água e esgoto.  Só no ano de 2017, foram gerados 15.022 empregos nos investimentos e 34.439 na operação, resultando em um total de 49.441 empregos frutos do saneamento básico.

Para termos uma noção mais detalhada do saneamento básico da região, segue abaixo os indicadores das Unidades da Federação da Região Centro-Oeste:


Para saber mais sobre o saneamento básico da Região Centro-Oeste, acesse ao site:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saneamento básico da região Centro-Oeste do país

Tempo para ler: 2 min
0