Imagem de rawpixel por Pixabay

Há anos temos vivido com a ausência do saneamento básico, apesar dos avanços, os índices ainda são preocupantes, ainda mais quando abordamos a questão do esgotamento sanitário.  Dados do Painel Saneamento Brasil apontam os principais indicadores socioeconômicos e ambientais do país

Em termos nacionais, 47,6% da população não têm acesso à coleta de esgoto, o que representa quase 100 milhões de pessoas apenas 46% de todo o volume de esgoto é tratado, direcionando parte desses resíduos para diversos corpos hídricos, diariamente são cerca de 5.600 piscinas olímpicas de esgoto jogadas diariamente na natureza.

Entre as principais consequências desse despejo irregular de esgoto na natureza, estão as doenças por veiculação hídrica que atingem direta e indiretamente a população de todas as regiões brasileiras seja pela ingestão da água contaminada ou pela exposição do esgoto à céu aberto.  

Já citamos em outro post quais são as principais doenças ligadas ao saneamento, mas vale ressaltar que entre elas estão: dengue, diarreia, leptospirose, esquistossomose e muitas outras. Essas doenças impactam diretamente e economicamente as regiões com gastos exorbitantes na saúde derivados da decorrência dessas patologias.  

Confira a situação das regiões!

Internações, incidência e óbitos

Em 2017, ocorreram 2.340 óbitos por doenças associadas a falta de saneamento básico no Brasil, sendo que 1.500 foram só nas regiões Nordeste e Sudeste do país. Em contra partida, a região Norte foi a que teve a maior taxa de incidência por doenças de veiculação hídrica, atingindo 25 pessoas em cada 10.000 nortistas.

A junção do grande número de internações, óbitos e as altas incidências somados ao baixo investimento no setor de saneamento básico da região, resultou em enormes despesas para o país, como podemos mostrar abaixo.

Despesas

Entre as regiões que apresentaram gastos com as internações por doenças de veiculação hídrica, vale destacar a região Nordeste, que praticamente gastou metade do que o país inteiro gastou em um ano, atingindo direta e indiretamente a população nordestina. 

Em 2017, a quantia gasta por doenças associadas à falta de saneamento no Brasil foi de R$ 98.854.184,26, sendo que só no Nordeste foram R$ 45.148.107,45 com esse tipo de doença.  Vale destacar também a região Centro-Oeste que gastou apenas R$ 6.762.703,55, sendo a região que apresentou menos casos de doenças por veiculação hídrica e por consequência menos mortes.

A precariedade no saneamento básico brasileiro e os baixos investimentos no mesmo, resultam em um péssimo serviço de água e esgotamento sanitário, gerando cada vez mais casos de internações por veiculação hídrica e por consequência mais gastos na saúde.

O gráfico acima mostra que em 2010, foram gastos mais de R$ 210 milhões só com internações por doenças associadas à falta de saneamento da população. Nos dados mais recentes, podemos ver uma melhora significativa, apresentando cerca de R$ 99 milhões em despesas em 2017. Mesmo diminuindo mais de R$ 100 milhões durante esses 8 anos, os gastos ainda são altos.

Os impactos que a falta de saneamento traz a saúde e a outras áreas sociais resultaram em altas despesas e diversas deficiências para as regiões do país. Para conferir mais dados sobre as regiões e municípios do país, acesse o Painel Saneamento Brasil.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Os altos gastos com doenças de veiculação hídrica nas regiões brasileiras

Tempo para ler: 2 min
0