Foto de Kaique Rocha do Pexels

Lançado pelo Instituto Trata Brasil, em 23 de julho, elaborado com os indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano base 2017, o Ranking do Saneamento Básico aborda indicadores de atendimento de água, coleta e tratamento de esgoto, perdas de água e investimentos das 100 maiores cidades do país, além de apontar os dados de todas capitais brasileiras.

Já mostramos em textos anteriores a importância que o saneamento básico tem para a qualidade de vida da população e coma a falta dos serviços de água e esgotamento sanitário juntamente aos baixos investimentos no setor e os grandes desperdícios de água causam diversos problemas para a população, desde a saúde e educação a valorização de suas residências e os próprios salários.

Com o passar dos anos, o Brasil evolui muito quando falamos em saneamento básico, entretanto há muito o que melhorar e diversos estados, cidades e capitais ainda devem muito desses serviços para sua população.

Visando isso, no texto de hoje vamos destacar os dados das capitais nos principais indicies de saneamento básico no ano de 2017 de acordo com o novo Ranking do Saneamento.

Abastecimento de água

A água, elemento tão importante para a sobrevivência humana é essencial para a sobrevivência do planeta e dos nós seres humanos. Entretanto, precisamos ressaltar que apesar da alta disponibilidade hídrica do país, muitas regiões ainda possuem índices precários no quesito de atendimento de água.

De acordo com o estudo, metade das capitais têm índice de mais de 80% de atendimento total de água. Porém, a situação no país é bastante desigual. Há capitais na Região Norte com indicadores de atendimento em água próximos ou abaixo de 50%, como é o caso de Porto Velho (31,78%) e Macapá (41,50%)

Dentre as capitais que apresentam 100% de abastecimento de águia para a população, estão todas da região sul do país e João Pessoa, do Nordeste.

Coleta e tratamento de esgoto

A falta de tratamento de esgoto e principalmente o descarte incorreto desses resíduos está diretamente ligado as várias doenças que afetam a saúde da população.

Mesmo com esses problemas, em relação ao atendimento total de esgoto, apenas cinco capitais têm índice de mais de 90% de atendimento. Há capitais na Região Norte com indicadores de atendimento em esgoto próximos ou inferiores a 10%, como é o caso de Macapá (10,17%) e Porto Velho (4,58%).

Para os indicadores de tratamento, os números são ainda mais preocupantes. Somente três capitais tratam mais de 80% de esgoto, Curitiba (93,59%), Salvador (100%) e Brasília (84,42%). Belém é a capital que trata menos os esgotos, apenas 0,78%.

Perdas de água

Um dos pontos que precisamos sempre nos lembrar são as perdas de água nos sistemas de distribuição. Ao distribuir água para o consumo humano, os sistemas de distribuição de água acabam sofrendo com problemas externos, como furtos, vazamentos, erros de leitura na medição e muito mais.

Em grandes números, os dados do SNIS 2017 mostram que as perdas na distribuição do país estão em 38,3%, que significam mais de 7 mil piscinas olímpicas de água potável perdidas todos os dias.

Para o caso das perdas na distribuição somente cinco capitais possuem índices inferiores a 30%, e apenas uma capital Palmas, possui índice inferior a 15%, valor considerado como adequado. Por sua vez, temos 10 capitais que perdem mais da metade água produzida, sendo que Porto Velho perde mais de 70%.

Investimentos

O Brasil apresentou certo avanço no investimento em saneamento básico, entretanto, foi um progresso muito tímido com investimentos muito abaixo do necessário. A ausência desses serviços provoca prejuízos para a economia do país e principalmente para universalização dos próprios serviços.

Essa falta de investimento em água e esgoto afeta diretamente os indicadores de saúde, educação, valorização ambiental e produtividade dos brasileiros.

De acordo com o estudo, foram investidos cerca de R$ 4 bilhões em valores absolutos nas capitais, sendo que São Paulo foi a capital com o maior investimento, R$ 2,1 bilhões (mais de 45% do total), seguido de Brasília, 319 milhões e Recife, 141 milhões. A capital com o menor investimento foi Macapá, com apenas 2,2 milhões.

Para concluir, todas as capitais do país necessitam urgentemente de mais investimentos em saneamento básico, visando a melhora nos serviços de água e esgotamento sanitário, possibilitando assim uma melhor qualidade de vida para a sua população.

Quer saber a situação da sua capital e em qual posição ela se destaca entre as 27 do país? Confira!

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Panorama do saneamento nas capitais brasileiras

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