Imagem de Nattanan Kanchanaprat por Pixabay

Dados do Painel Saneamento Brasil, plataforma com os principais indicadores socioeconômicos e ambientais divulgado recentemente pelo Instituto Trata Brasil, aponta que ainda temos que evoluir muito quando o assunto é saneamento básico.

No país, são quase 35 milhões de pessoas sem acesso ao atendimento de água, 47,6% da população não tem acesso à coleta de esgoto, o que representa quase 100 milhões de pessoas. Já no que diz respeito ao tratamento, apenas 45% de todo o volume de esgoto é tratado. Além do mais, diariamente são cerca de 5.600 piscinas olímpicas de esgoto jogadas diariamente na natureza.

Entre uma das principais consequências da precariedade dos serviços, está o impacto na renda do trabalhador. De acordo com dados do Painel Saneamento Brasil, há grande diferença no que diz respeito aos salários dos trabalhadores que residem em locais com saneamento básico e os que residem em locais sem acesso aos serviços. Estima-se que no Brasil, a diferença salarial de um trabalhador com saneamento básico em sua residência para um sem esses recursos é cerca de R$ 1200.

Em 2017, a renda média do trabalhador com saneamento no país foi de R$ 2.533,9 – ano com a maior salário. Esse índice aumentou consideravelmente se compararmos com 2011 – ano que apresentou o menor índice, cerca de R$ 1.000 a menos, totalizando apenas R$ 1.578,7. Desde 2011, houve apenas aumento, mesmo que gradativo, no salário do trabalhador com saneamento em sua residência.

Mesmo apresentando aumento na renda do trabalhador sem saneamento no decorrer desses 8 anos, o salário ainda continua baixo e muito menor comparado aos trabalhadores com saneamento em suas residências.

Ao compararmos as rendas dos anos de 2010 até 2017, vemos que a renda do trabalhador sem saneamento continua sendo sempre a metade do trabalhador com esses recursos básicos em casa. Em 2010, a renda sem saneamento foi de R$ 789,22 enquanto quem tinha saneamento recebia R$ 1591,03. Cerca de R$ 800 a mais por apresentar água, coleta e tratamento de esgoto em casa.

Essa diferença, considera o efeito do saneamento sobre a produtividade. Assim, se for dado acesso à coleta de esgoto a um trabalhador que mora em uma área sem acesso a esse serviço, espera-se uma melhora geral de sua qualidade de vida gerando menos índices de diarreia e redução do número de dias afastado do trabalho, entre outros aspectos, possibilitando uma produtividade maior, com efeito sobre sua remuneração em igual proporção.

Para saber mais sobre renda e outros dados associados ao saneamento básico do país acesse:

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Ter ou não saneamento pode afetar o seu bolso!

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