Photo by Hush Naidoo on Unsplash

O saneamento básico é um dos pilares fundamentais para viver com mais saúde e dignidade. Infelizmente muitos locais ainda não foram contemplados com pelo um dos serviços que integram a infraestrutura, como água tratada e coleta e tratamento de esgoto.

Já citamos anteriormente que a falta do acesso à esses serviços pode gerar consequências negativas nos setores de educação, geração de empregos, turismo e principalmente à saúde.

As principais doenças que acometem a população brasileira são: leptospirose, cólera, hepatite A, Dengue, malária, esquistossomose, doenças gastrintestinais e outras.

Um balanço realizado pelo Instituto Trata Brasil em 2017 (“Doenças nas 10 melhores x 10 piores cidades“), relata que entre as 100 maiores cidades do país, os 10 municípios com os melhores números em água e esgoto apresentam índices bem menores em relação a doenças ligadas à água contaminada.

De acordo com o estudo “Benefícios Econômicos e sociais da expansão do saneamento básico no Brasil (ITB 2018)”, os problemas são generalizados, mas são graves nas beiras de rios e córregos contaminados ou em ruas onde passam esgoto a céu aberto – em valas, sarjetas, córregos ou rios.

Essa fragilidade está presente também na poluição dos reservatórios de água e nos mananciais cuja qualidade tem sido deteriorada ao longo dos anos. A exposição ambiental ao esgoto e a falta de água tratada provocam doenças que abalam a saúde de crianças, jovens, adultos e causam grandes impactos no sistema de saúde.

Ainda de acordo com o estudo,  apenas as internações por conta de doenças gastrointestinais infecciosas, em 2013 tivemos 391 mil hospitalizações. Somente o SUS (Sistema Único de Saúde) pagou R$ 125,5 milhões nessas internações.

Já os dados do estudo realizado em 2018, entre 2004 e 2016, houve redução das despesas com internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar do SUS. Esses gastos passaram de R$ 201,7 milhões em 2004 para R$ 101,5 milhões em 2016. O que equivale a uma economia para os cofres públicos de cerca de R$ 100 milhões na comparação de 2016 com relação a 2004.

Entre 2016 e 2036, estima-se que o valor presente da economia total com a melhoria das condições de saúde da população brasileira seja de R$ 5,9 bilhões, o que resultaria num ganho anual de R$ 297 milhões.

Como se espera um avanço mais rápido do saneamento no futuro, a redução das despesas com saúde deverá ser 122% superior ao observado no período de 2004 a 2016.

Para obter esse resultado é preciso muito trabalho tanto dos setores governamentais, quantos da população, investimento, tecnologia e conscientização sobre a importância do assunto.

Confira mais dados de saúde em nosso site:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

A eficiência dos serviços de saúde também dependem do saneamento

Tempo para ler: 2 min
0