Foto da cidade de Porto Alegre com foco no gasômetro.
Foto: Voe Marketing

Hoje, 26 de março, uma das capitais mais importante do Brasil comemora 247 anos. A cidade de Porto Alegre, com aproximadamente 1,4 milhão de habitantes (IBGE 2018) recebe diversos turistas durante todo o ano.

Porto Alegre ainda enfrenta desafios que não condizem com a importância da cidade frente ao país; o saneamento básico para os gaúchos, principalmente aos esgotos tratados, traz reflexões importantes.

Atualmente, de acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2017, estima-se que na cidade apenas 50,37% dos esgotos são tratados.

Esse índice revela que ainda temos desafios maiores para enfrentarmos. As vantagens de expansão da rede de esgoto são inúmeras: valorização imobiliária, econômica, educacional e diminuição da proliferação de doenças que coloca em risco à saúde de toda população.

Um estudo do Instituto Trata Brasil intitulado “Benefícios Econômicos e Sociais do Saneamento Básico”, apresenta os efeitos, custos e balanços sobre os serviços de água e esgoto no país e mostram que mesmo com o desafio no tratamento de esgoto, alguns números nos deixam otimistas sobre a atenção nesse cenário. Ainda de acordo com dados do SNIS, 100% da população é atendida com abastecimento de água em suas residências. No caso da coleta de esgoto, a cobertura está em 90,23% dos habitantes.

A análise indica os resultados positivos que podem ser gerados nos próximos anos com a ampliação dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, além disso, mostram que a universalização é possível.

A chegada dos serviços em uma comunidade de Porto Alegre

Porto Alegre, RS, 21/10/2009 Prefeito José Fogaça presente na Solenidade de Entrega Oficial do Novo Loteamento da Vila Dique. Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

Em 2008 o Instituto Trata Brasil, acompanhou a chegada dos serviços de água e esgoto de uma comunidade em localizada em Porto Alegre.

A Vila Dique era uma comunidade carente localizada no entorno do Aeroporto Salgado Filho, um aglomerado de casas de madeira com aproximadamente 1.500 família, em sua maioria, sem condições mínimas de infraestrutura, habitação e, sobretudo, sem coleta de esgoto.

As famílias recebiam água através de instalações clandestinas, os “gatos”. O quadro mudou em 2011, quando todas as famílias passaram a ter água encanada e tratada.

A coleta de lixo era o único serviço de saneamento oferecido pela Prefeitura de Porto Alegre aos moradores da Vila Dique em 2008, atingindo 97% das casas. Em 2011, 100% delas têm o lixo coletado.

Ainda em 2008, 90% do esgoto doméstico era lançado em um córrego que passa ao lado do bairro. Com a mudança de endereço, a totalidade do esgoto foi destinada a uma estação de tratamento inaugurada com as unidades habitacionais.

O trabalho com carteira assinada aumentou de 33% para 50%, com consequente diminuição do número de trabalhadores autônomos, que caiu de 57% para 46%.

A Vila Dique sofria com muitas doenças, conforme 67% dos moradores relataram na pesquisa. Após a transferência das famílias para o conjunto habitacional, em 2011, a ocorrência de doenças caiu pela metade, de 19% para 8%.

Com o provimento de serviços básicos de coleta e tratamento de esgoto, em 2011, houve diminuição especialmente da incidência de leptospirose e hepatite A. Como consequência, aumentou a percepção da população para as diarreias e verminoses.

A Vila Dique é uma das comunidades que participou de um documentário produzido pelo Instituto Trata Brasil, confira os resultados da mudança!

 

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Os desafios do saneamento em Porto Alegre

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