Isso é o que revela a pesquisa “Benefícios econômicos da expansão do saneamento básico – 2018”, realizada pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a EXANTE Consultoria, e apoio da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON).

Sabemos que os índices de serviços de saneamento básico são críticos, a parcela da população brasileira com acesso aos serviços de distribuição de água tratada passou de 80,6% em 2004 para 83,3% em 2016. Já a parcela da população com acesso aos serviços de coleta de esgoto passou de 38,4% para 51,92% entre 2005 e 2016.

A situação do saneamento tem reflexos imediatos nos indicadores de saúde. A taxa de mortalidade de crianças com até 5 anos de idade foi de 16,4 mortes por 1.000 nascidos vivos no Brasil em 2015. Esse valor era bem mais baixo que o da média mundial para esse ano, mas superior às taxas de mortalidade infantil de outros países como os vizinhos, Argentina (12,5‰) e Uruguai (10,1%).

Observando esses dados, podemos perceber que a situação precária do saneamento também se reflete na longevidade da população. A esperança de vida no Brasil, de acordo com a pesquisa é de 74,4 anos em 2015, era menor que a média da América Latina (74,9 anos). Em relação aos países mais próximos, o Brasil ficou atrás do Uruguai (77 anos), da Argentina (76,2 anos) ou do Chile (81,5 anos).

Vê-se claramente que, quanto maior o acesso ao saneamento, menor os índices de mortalidade infantil e os reflexos na longevidade da população são visíveis. Quer saber sobre outros benefícios? Confira estudo completo, aqui;

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Longevidade da população também depende do saneamento básico

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