O Trata Brasil é composto por grupo de embaixadores que além de representar a instituição, apoia suas ações pela universalização do saneamento. São cerca de 25 embaixadores, entre eles estão pesquisadores, especialistas e autoridades do setor.
Rico de Souza é empresário e surfista, conquistou o primeiro lugar no Campeonato Magno Surf, realizado na praia do Arpoador em 1969.
Os outros dois títulos de campeão brasileiro vieram em 1972 e 1973, em Ubatuba.Tricampeão brasileiro de longboard (1987, 1988 e 1989), vice-campeão mundial de longboard nos jogos mundiais amadores da International Surfing Association(1988) e vice-campeão mundial de longboard no circuito da Association of Surfing Professionals (1989).
Possui títulos de Cidadão Benemérito do Estado do Rio, Cidadão Honorário da Cidade e Embaixador do Surfe Brasileiro.

Confira entrevista: Rico de Souza

– Como começou sua história com o esporte?

Eu nasci no Leblon e sempre fui ligado ao mar, gostava de pegar jacaré, gostava de pescar com linha e também de mergulho, era uma época muito interessante. A primeira vez que eu vi nas Revista Seleções, uma foto do surf no Hawai foi em 1964, eu tive a certeza e mostrei para o meu pai que aquilo seria o meu esporte. Comecei a vender garrafa, jornal, tampinhas de leite e os chumbos das construções no Leblon e comprei minha primeira prancha de madeira em 1964. Depois disso a minha vida começou, em 66 comprei minha prancha de fibra de vidro, depois comecei a consertar prancha, depois a fabricas prancha, depois entrei no ramo de confecções de shorts e depois eu comecei a licenciar e fazer eventos, site de surfe e adoro surfar e continuo surfando até hoje.

– Como você vê o cenário do saneamento no Brasil?

Eu não sou um estudioso nisso, mas eu acompanho e vejo ele como muito precário, infelizmente o saneamento chega na grande maioria das casas no Brasil, nas comunidades carentes, no interiores do Brasil, do sertão. Eu não sei o índice exato, mas eu sei que é muito longe do desejado, trazendo doenças para crianças, a qualidade das águas do rios, nas lagoas, a maioria delas são poluídas, você pode ver o exemplo da nossa Baía de Guanabara, na cidade maravilhosa, você vê tudo poluído, sacos plásticos, cadeiras, tudo o que você pode imaginar, em alguns cantos da Baía tem esses materiais, assim como a Lagoa de Jacarepaguá, Rio Norte e provavelmente em todo o Brasil.

– Qual sua percepção sobre o tema?

O tema é muito deliciado, principalmente agora que vivemos em um momento tão crítico que não temos nem condições de ter uma educação boa, saúde boa e imagino que os investimentos nessa área do saneamento apesar de serem extremamente importantes, o governo não investe nem o mínimo e o básico, pra ter uma coisa regular. Eu acho que estamos muito aquém do desejável.

– Por que você acredita que o saneamento básico no Brasil ainda é um tema difícil de ser encarado?

Porque a maioria das pessoas que não tem educação, escolaridade, estudo, não sabe a importância do saneamento e que ele impacta diretamente na ajuda na saúde, na qualidade de vida, evita com que a população fique doente. Inúmeras doenças que são oriundas da qualidade da água, água de casa, das lagoas, dos rios, dos mares, a poluição de uma forma geral traz muitos problemas e muitas doenças. O governo federal, municipal e estadual deveria encarar o saneamento de uma forma mais importante, fazer grandes investimentos e que esses investimentos cheguem para benefício do saneamento, juntamente com educação, saúde, que são pilares que trabalham juntos.

Falando sobre saneamento, talvez a gente esteja encarando uma das fases mais difíceis do Brasil como um todo, devido a grande corrupção, falta de verbas e consciência dos nossos políticos, mas principalmente o fato dos investimentos no saneamento não trazerem votos diretos para os políticos gerando amis dificuldade em de ter grandes investimentos, ninguém liga pra isso e nem trata da forma como deveria ser tratado.

– Você, como surfista, já esteve em diversos países para competições, qual o seu sentimento quando retorna ao Brasil e se depara com praias poluídas?

Eu fico muito triste, porque a gente vai para o Hawai, Califórnia, Austrália, África do Sul, Europa, França, Espanha e Portugal e lá isso é tratado como prioridade e as praias são sem poluição na maioria dos lugares. Quando a gente chega no Brasil o cenário é inverso e esse problema ainda vai demorar a ser erradicado, até conseguirmos índices desejados em saneamento.

Alguns anos atrás o Campeonato de Surf mundial era no Arpoador e devido a falta de ondas ele foi transferido para o Canto do Leblon e quando saiu a poluição junto a Niemeyer, os gringos não acreditaram. Eu encaro isso como uma coisa vergonhosa, não apenas na parte do saneamento, mas nos investimentos na educação, na saúde e quando existem esses investimentos eles não chegam a base devido ao grande índice de corrupção gerado por nossos políticos.

– Como a população pode se envolver mais para buscar um país com águas mais limpas?

Esse problema da população se envolver, retorna na parte dos investimentos e da educação. Não adianta não ter investimento e não educar. Eu nos anos 90 dei mais de 40 palestras nas escolas estaduais falando sobre a poluição nas praias, sobre o alto índice de afogamentos nas praias do Rio de Janeiro. As crianças são as primeiras pessoas a aprender, aprender principalmente a manter nossas praias limpas e cuidas das nossas praias.

 

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Novo embaixador do Trata Brasil: Surfista Rico de Souza

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