Lançado pelo Ministério das Cidades, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento básico (SNIS) anualmente divulga diagnóstico sobre a situação de água e esgoto, além de elencar os investimentos sobre os municípios brasileiros.

Os números são cedidos por meio das companhias de saneamento de cada cidade e possuem dois anos de defasagem.

Mesmo com os avanços obtidos ao longo dos anos, a situação do Brasil ainda não é das melhores. O número de brasileiros sem acesso a esses serviços ainda é enorme e o desafio da universalização é cada vez maior.

Atualmente, os novos números não mostram diferença em relação aos anos anteriores; 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada e mais de 100 milhões não são contemplados com coleta dos esgotos (SNIS, 2016).

Em relação ao tratamento dos esgotos, este número é de apenas 44,92%.

Ainda sobre o índice da situação dos esgotos, o Norte é a região que apresenta maior déficit no índice. São 18,3% dos esgotos tratados, e 10,45% da população possui coleta dos esgotos.

Em contrapartida, a região Sudeste apresenta o melhor índice de coleta de esgoto, sendo 78,57% da população atendida com redes.

Dados de perdas mostram que a cada 100 litros de água coletados e tratados, em média, apenas 62 litros são consumidos.

Ou seja 38% da água no Brasil é perdida devido a vazamentos, erros de leitura de hidrômetros, furtos (vulgo, “gatos”) e outros fatores.

Estas perdas são elevadíssimas quando pegamos dados separados por regiões, como novamente o Norte, que apresenta índice de 47,32% nas perdas de distribuição.

Por fim, os novos dados de saneamento básico no país mostram que temos muitos desafios pela frente e, que diante de metas impostas internacionalmente ao Brasil, como os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, infelizmente não alcançaremos os números ideais para os próximos anos.

Diante de eleições para presidente, governadores, deputados estaduais e federais, e senadores, cabe a cada cidadão cobrar pelo o que é mais básico numa sociedade: o direito à água e saneamento básico.

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Milhões de pessoas continuam sem acesso à serviços de água e esgoto

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