Pixabay

Dia 01 de março é comemorado o aniversário da cidade do Rio de Janeiro. Destino comum de turistas do mundo inteiro, principalmente cartão postal do Brasil. Gilberto Gil já dizia que “o Rio de Janeiro continua lindo”, contudo infelizmente a capital fluminense enfrenta dificuldades ambientais, principalmente em relação ao saneamento básico, colocando as atividades turísticas também em risco.

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento básico (SNIS), ano base 2016, mostram que o índice de abastecimento de água tratada na cidade é 99,02%; a situação mostra-se preocupante em relação ao índice de coleta na cidade, no qual 66,24% da população tem estes serviços. O índice de esgoto tratado é de 42,80%.

Estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, “Benefícios Econômicos e Sociais do Saneamento Básico”, analisou os efeitos do saneamento no estado do Rio de Janeiro e também na cidade, onde vivem mais de 6 milhões de pessoas. A análise indica os resultados positivos que podem ser gerados nos próximos anos com a ampliação dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e foi feita com dados do SNIS 2015.

Confira dados do estudo!

Rio de Janeiro – RESULTADOS GERAIS do estudo

Dados da pesquisa apontam que a parcela da população do Rio de Janeiro com acesso aos serviços de distribuição de água tratada passou de 83,1% em 2005 para 92,1% em 2015. Isso significa que, nesses dez anos, 2,6 milhões de cariocas conquistaram o acesso a esse serviço fundamental e humanitário. Já a parcela da população do Rio de Janeiro com acesso aos serviços de coleta de esgoto passou de 44,9% para 64,5% entre 2005 e 2015. Foram 3,9 milhões de pessoas incorporadas ao sistema de coleta, um aumento de 57,2% no número de cariocas atendidos.

Apesar do avanço obtido nos últimos dez anos, a população sem acesso aos serviços de água tratada ainda era grande em 2015: 33,03 milhões de brasileiros não tinham água tratada em suas residências, o que correspondeu a 16,7% da população do país. A situação era relativamente melhor na região Sudeste do país, onde 8,8% dos habitantes não tinham acesso aos serviços de abastecimento de água em suas residências. No estado e na cidade do Rio de Janeiro a situação era ainda melhor onde apenas 7,9% e 1,7% dos habitantes, respectivamente, não tinham acesso a esses serviços.

O déficit de serviços de coleta de esgoto era pior. Em 2015, 98,4 milhões de habitantes, ou metade da população brasileira, morava em residências sem coleta de esgoto. Essa situação também era relativamente melhor na região Sudeste do país, onde 22,8% dos habitantes não tinham acesso a coleta de esgoto em suas residências. No estado e na cidade do Rio de Janeiro 35,5% e 16,9% dos habitantes, respectivamente, não tinham acesso aos serviços de coleta de esgoto em suas residências.

INVESTIMENTOS

Em 2005, o investimento foi de R$554,59 milhões (a preços de 2014), valor que se elevou para R$ 755,87 milhões em 2014. Isso indica um crescimento real dos investimentos bastante expressivo: 3,1% ao ano. A cidade do Rio de Janeiro apresentou uma taxa de crescimento real dos investimentos ainda maior de 4,9% ao ano no período.

Os ganhos com a redução das infecções gastrointestinais, a diminuição das despesas com internação, o aumento da produtividade da mão de obra e a valorização ambiental, que tem efeitos sobre a renda imobiliária e as atividades do turismo, somados aos excedentes de geração de emprego e renda dos investimentos e da ampliação das operações do setor, superaram os custos do avanço do saneamento no estado e na cidade do Rio de Janeiro entre 2005 e 2015.

METAS E CUSTOS PARA UNIVERSALIZAÇÃO

Na cidade do Rio de Janeiro, as metas relativas a água e ao esgoto se aproximam de 100% da população urbana. No estado, a meta é atingir 100% da população com acesso à água tratada e 95% da população com acesso ao serviço de coleta de esgoto. Espera-se que nesses 20 anos sejam ligadas à rede de distribuição de água 2,5 milhões de moradias cariocas, sendo 906 mil na capital. No caso dos serviços de coleta e tratamento de esgoto, esperam-se 3,9 milhões de novas ligações no estado e 1,4 milhão na capital.

Além das metas estabelecidas no Plano Nacional do Saneamento Básico, o relatório indica que 100% do esgoto coletado será tratado. Assim, a totalidade da água consumida deverá retornar em condições adequadas ao meio ambiente. Estima-se que o valor do investimento necessário à universalização do serviço de água alcance R$ 6,641 bilhões no estado do Rio de Janeiro, ou seja, R$ 332 milhões por ano entre 2016 e 2035.

Para universalizar o acesso à água tratada na cidade do Rio de Janeiro serão necessários investimentos de R$ 2,408 bilhões em 20 anos, já no que se refere à coleta e o tratamento de esgoto no estado do Rio de Janeiro, será necessário investir R$ 29,117 bilhões nos próximos 20 anos – ou aproximadamente R$ 1,456 bilhão por ano. Na cidade do Rio de Janeiro, esses investimentos devem alcançar R$ 11,680 bilhões nessas duas próximas décadas.

 

2 Resultados

  1. Jade Uliano Guerra disse:

    Boa tarde, prezados!
    Eu iria usar o estudo em questão para elaboração de um projeto, porém o mesmo se encontra indisponível com erro 4004.
    Fiz uma busca na web, porém sem sucesso. Gostaria de saber se há possibilidade de disponibilização.
    Att,
    Jade Guerra

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O Rio de Janeiro continua… sem saneamento básico!

Tempo para ler: 4 min
2