Hoje, 25 de janeiro, uma das capitais mais importante da América latina comemora 464 anos. A cidade de São Paulo, com aproximadamente 12 milhões de pessoas (IBGE), recebe cidadãos de todo o país, bem como imigrantes, que buscam oportunidades melhores na vida profissional, uma vez que a capital paulista é conhecida como a cidade das oportunidades.

Neste dia em que se completa mais de quatro séculos de vida, São Paulo ainda enfrenta desafios que não condizem com a importância da cidade frente ao mundo; o saneamento básico para os paulistanos, principalmente aos esgotos tratados, traz reflexões importantes.

Atualmente, de acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2015, estima-se que na cidade apenas 55% dos esgotos são tratados.

Esse índice revela que ainda temos desafios maiores para enfrentarmos. As vantagens de expansão da rede de esgoto são inúmeras: valorização imobiliária, econômica, educacional e diminuição da proliferação de doenças que coloca em risco à saúde de toda população, especialmente das crianças, que estão entre as principais vítimas na faixa etária entre 0 e 5 anos com maior probabilidade de morrerem por doenças relacionadas a falta de acesso a esgoto coletado e tratado de forma adequada.

Possuir rede de esgoto e serviços adequados é essencial para a vida, pois assegura que mais brasileiros não precisem ser afetados por esse verdadeiro inimigo silencioso que é o saneamento inadequado.

Mesmo com o desafio no tratamento de esgoto, alguns números nos deixam otimistas sobre a atenção nesse cenário. Ainda de acordo com dados do SNIS, 99,20 % da população é atendida com abastecimento de água em suas residências. No caso da coleta de esgoto, a cobertura está em 96,34% dos habitantes.

Ser a cidade da oportunidade também passa por transformações básicas, como a chegada do saneamento para todos os habitantes, principalmente para aqueles que residem em áreas irregulares. São 464 anos de muita história e vida, mas não podemos esperar mais tempo para resolver nossas necessidades básicas.

 

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São Paulo 464 anos: o básico que ainda falta para a população

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