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A falta de saneamento é um dos problemas que temos que enfrentar diariamente, ainda mais nas áreas irregulares espalhadas por todo país. Um dos principais problemas que a ausência desses serviços acarreta são as doenças causadas pela falta de tratamento de água e esgoto a céu aberto.

Além da leptospirose, entre as doenças frequentemente associadas à falta de saneamento básico, a diarreia costuma ser uma das mais citadas. Geralmente, é um sintoma comum de uma infecção intestinal aguda causada por ingestão de água ou de alimentos contaminados e os sintomas se manifestam no período de dois a três dias.

Para o Unicef e a OMS, alguns vírus, protozoários e agentes patógenos são responsáveis pela maioria dos casos de diarreia aguda em crianças, como o Rotavírus, que responde por cerca de 40% das  internações hospitalares em crianças menores de 5 anos no mundo.

De acordo com a análise de doenças realizada pelo Instituto Trata Brasil, no Brasil, doenças de transmissão feco-oral (diarreias, febres entéricas e hepatite A) foram responsáveis por 87% das internações causadas pelo saneamento ambiental inadequado no período de 2000 a 2013 (IBGE, 2015).

Estudo de doenças – DIARREIA (2007-2015)

As 10 piores cidades do Ranking do Saneamento do Trata Brasil registraram 92.338 internações por diarreia contra 22.746 internações das 10 melhores, ou seja, os 10 piores do ranking tiveram cerca de 4,06 vezes mais internações que os 10 melhores.

A taxa de internação média por 100 mil habitantes, no período considerado, para os 10 piores foi de 190,0 internações por diarreia/100 mil  9 habitantes, enquanto que para os 10 melhores, 68,9, um valor médio, portanto, 2,7 vezes inferior que nos 10 piores.

Foram mais de 35 mil dias, por ano, de internação nos leitos hospitalares nas 10 piores cidades contra pouco mais de 8 mil dias por ano nas 10 melhores cidades, ou seja, 4,3 vezes menos nas cidades com melhores índices em saneamento.

Se compararmos a melhor cidade no ranking (Franca/SP) com a pior (Ananindeua/PA), a diferença é absurdamente alta. Franca teve 460 internações por doenças diarreicas entre 2007 e 2015 contra 36.473 em Ananindeua (79 vezes maior).

Evitando a diarreia: como higienizar o seu alimento corretamente?

  1. No caso dos legumes e vegetais, lave folha por folha, sempre em água corrente;
  2. Mantenha animais longes dos alimentos para consumo humano, a fim de evitar contaminações;
  3. Não deixar de molho em vinagre. O vinagre não é suficiente para matar os microrganismos que causam doenças;
  4. Ao consumir frutas, higienize-a com água corrente e se possível com soluções cloradas (bactericidas para alimentos – uso doméstico);
  5. Depois de higienizado, guarde o alimento na geladeira na parte mais fria por pelo menos 2 horas.

Confira o estudo de doenças:

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A diarreia como problema da falta de saneamento básico

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