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Apesar de ser um dos estados que menos desperdiça água, Tocantins precisa investir mais de R$ 127 milhões em melhorias no abastecimento - REDETO / Online

Apesar de ser um dos estados que menos desperdiça água, Tocantins precisa investir mais de R$ 127 milhões em melhorias no abastecimento - REDETO / Online

25/03/2013

25/03/2013

Divulgação

REDAÇÃO

Na semana passada, foi comemorado em todo o mundo o Dia Mundial da Água. Mais que uma data para ser celebrada, o dia 22 de março deve ser também um momento para avaliar como o líquido mais precioso do planeta tem sido tratado, repensar práticas e refletir sobre posturas.

Em várias cidades do Tocantins, foram organizados eventos para lembrar a importância de preservar a água. O maior desafio para o estado é conciliar o crescimento econômico, que tem o desenvolvimento da agroindústria como maior protagonista, à elaboração de políticas públicas voltadas para combater a poluição de nascentes, córregos e rios.

Os desafios são muitos, mas há conquistas que precisam ser reconhecidas. O Tocantins é o estado da Região Norte do Brasil que menos disperdiça água, conforme levantamento do Instituto Trata Brasil. Na verdade, é o único. Falhas como vazamentos, ligações clandestinas, ausência de medição ou medições incorretas de consumo contribuem para que os outros estados da região, à frente deles o Amapá, estejam entre os que mais despediçam o llíquido no país.

Contudo, segundo um relatório da Agência Nacional de Águas (ANA), o Tocantins ainda precisa avançar em muitos aspectos. De acordo com o órgão, há a necessidade de implantação de novos manancias em várias sedes urbanas do estado, incluindo a capital Palmas. Instalar sistemas de abastecimento eficientes, modernos, que facilitam e pluralizam o consumo saudável da água, incentivando a sua reutilização, deve ser encarado como uma prioridade do estado mais novo do Brasil para as próximas décadas.

Realidade da água no Tocantins

Todos os 139 municípios do Tocantins fazem parte da Região Hidrográfica do Tocantins-Arraguaia. Os principais mananciais são os rios Tocantins, Araguaia, Javaés, Formoso, Palma e Sono. A Foz/Saneatins, única empresa estadual privada do País, opera 125 do total de cidades do estado, incluindo Palmas.

De acordo com  a Agência Nacional de Águas, a maioria dos municípios do estado é abastecida por poços tubulares que utilizam, principalmente, os sistemas aquíferos Itapecuru, Bambuí e Cabeças. 84 cidades tocantinenses fazem uso exclusivamente da água subterrânea para abastecimento. Outras 45 são abastecidas apenas por manancial superficial e 10 de forma mista. Em todo o Tocantins, existe um uníco sistema integrado.

Em relação ao quesito oferta/demanda, a ANA aponta para a necessidade de adoção de novos mananciais em oito cidades, inclusive na capital Palmas, requerendo investimentos da ordem de R$ 53,6 milhões. Mananciais são todas as fontes de água, superficiais ou subterrâneas, que podem ser utilizadas para o abastecimento público.

O mapa indica que Araguaína e Gurupi apresentam abastecimento satisfatório.

   
                                                                                                                                                                                                Fonte: ANA  


Quanto à situação dos sistemas de produção de água, a agência informa que 60 sedes precisam de adequações nos sistemas existentes, prevendo-se cerca de R$ 73,4 milhões para melhorias em captações, adutoras, estações elevatórias e estações de tratamento de água.

Ao todo, segundo o levantamento, o estado precisa investir até 2015 mais de R$ 127 milhões em melhorias no sistema de abastecimento de água.

Perda de faturamento

Segundo o Instituto Trata Brasil, em 2010, a média brasileira de perdas de faturamento era igual a 37,57%, com média de 51,55% na região Norte; 44,93% na região Nordeste; 32,59% na região Centro-Oeste; 35,19% na região Sudeste; e 32,29% na região Sul.

No norte do país, os índices de perdas de faturamento variam de 21,93% no Tocantins a 74,6% no Amapá.

  
                                                                                                                              

 

Fonte: Trata Brasil  

As quedas no faturamento estão diretamente relacionadas com a perda de água. O desperdício, além de aumentar os riscos de escassez de água, é considerado um dos principais obstáculos para o avanço do saneamento básico no país.

 

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